Archivo por autor: Lucía González

PorLucía González

Sacauntos, para além de umha cooperativa gráfica

Tienes una versión en castellano al final de este post.

Sacauntos é mais do que umha cooperativa gráfica. Para além de desenho gráfico e impressom, colaboram com coletivos e associações que iniciam os seus projetos culturais na zona. Quisemos mergulhar-nos no seu trabalho e falarmos de desenho, dos seus projetos, de decoraçom e mesmo de porquinhos.

Um porquinho como imagem, qual é a ração?

No começo dos tempos, quando se nos ocorreu o sonoro nome de «Sacauntos», pensamos no fornecedor de unto por excelência: o porco, que ademais é um dos animais mais senlheiros da cultura galega. Depois vinherom umhas canhas polo bairro de Vista Alegre e a ocorrência de fazer umha paródia do logo de Apple, com essa trabada na cacheira…

Suponho que o que consciente ou inconscientemente quissemos transmitir ao nos referir à cultura popular e parodiar à empresa «cool» por excelência é que somos uma empresa de serviços editoriais, impressom e desenho, sim, mas nom procuramos ser gente «moderna» nem seguir modas. Queremos fazer bons desenhos, com substância e qualidade, e traduzir autores clássicos da fantasia ao galego, mas ao tempo estar perto das nossas origens e da gente da rua, das empresas que tecem a economia real e dos projectos que realmente trabalham para mudar a realidade.

Quem é que está por trás de Sacauntos?

A dia de hoje, umha equipa de 10 pessoas multidisciplinares que se forom achegando ao nosso projeto cooperativo desde 2008. Temos gente que veu do mundo da filologia, da informática, do desenho gráfico, da impressom, do jornalismo, da ciência aplicada… Cada quem foi achegando os seus conhecimentos, energias e interesses particulares para conformar o que agora mesmo somos: um projeto muito complexo com diversas frontes abertas e outras muitas por abrir no futuro.

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Dá nas vistas a vossa vocação social. Com certeça vístes nascer um bom feixe de projetos

Vimos. Algum até o parimos nós. E aguardamos ver nascer muitos mais, o pais necessita-os.

Muitos de nós vimos dos movimentos sociais, do associacionismo cultural, político ou sindical. Na medida do possível, tentamos ajudar a criar tecido, já que criar tecido desde a base é criar país. Se com o nosso jeito de nos ganhar a vida conseguimos ajudar a arrincar projetos interessantes para a Galiza, significa que estamos a fazer um trabalho pleno em todos os sentidos.

Por isso fazemos descontos aos movimentos sociais e patrocinamos desportos como o Futebol Gaélico ou o Jogo de Pau. Mas nem só isso, muitas vezes a melhor forma de ajudar a projetos estabelecidos ou nascentes é com assessoramento: acerca de que decissons de desenho ou de impressom podem tomar que ajudem a que os seus materiais sejam mais efetivos, ou menos custosos. Isso nom se vê na fatura, mas esse know-how tem um valor importante que nom é fácil de adquirir se nom tens profissionais amigos que o queiram achegar.

Ides par além de uma cooperativa gráfica. Que podemos encontrar em Sacauntos?

A Sacauntos, igual que o polbo, outro dos animais senlheiros do nosso país, tem muitos tentáculos. A primeira divisom importante seria o âmbito da cooperativa gráfica e o da editora, Urco, que nasceu já há 10 anos e foi o berce da imprenta. Logo, dentro da cooperativa gráfica, temos que diferenciar o departamento de impressom, que ainda que seja mais conhecido por fazer livros para o sector editorial tem capacidade para imprimir toda classe de produtos gráficos, e o de desenho, dedicado à criaçom web, à imagem corporativa e a toda clase de trabalhos relacionados com a criatividade.

Porque temos uma parte editorial potente muita gente associa-nos apenas à produçom de livros, mas o certo é que podemos fazer de todo: impresson em lonas, teias, madeiras ou cartons, têxtil, cartelaria ou papelarias corporativas… Já organizamos eventos com musica ao vivo e cátering, por exemplo.

E por contra, muita da gente que nos vincula ao mundo da ediçom nom repara em que também temos uma plantilha de profissionais de mão que se dedica aos serviços editoriais: traduçom, correçom, ediçom… Todos esses serviços podemos oferecer a quem os necessita, além da estrita impressom ou desenho do livro. Muitas pequenas editoras e particulares que procuram auto-editar as suas obras recorrem a nós para isso.

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E teremos que falar de desenho, não é? Como enchedes esse ecrã em branco?

Em parte a base de cafeína mas, fundamentalmente, chocolate hahaha. Temos um serviço de subministro diário de larpeiradas e isso mantém estável o nível de açúcar em sangue da equipa de desenho. A criatividade é um produto colateral dessa adiçom.

Concretizando mais, depende do projecto. Para o desenho de imagens corporativas e isologótipos aplicamos uma estratégia combinada de estudos de mercado e chuvas de ideias. No caso do desenho editorial muitas vezes há condicionantes materiais ou de desenho anteriores, mas quando partimos de cero sempre procuramos criar desenhos respeitosos com a tradiçom tipográfica que ao tempo incorporem elementos innovadores e racionalistas. Os cartazes, as capas de livros e outros projetos que dependem mais de aspectos ilustrativos som muitas vezes onde temos mais margem para a criatividade, e isso pode supor tanto um desafio (o panico do ecrã em branco, mas também porque o resultado é muito menos técnico, mais artistico, se se quer, e, portanto, é muito mais fácil ler mal as preferências da clientela) como uma oportunidade, já que às vezes conseguimos por em prática ideias em que levavamos cismando tempo e que estavam a aguardar polo projeto adequado.

Uma inspiraçom recorrente para os nossos desenhos é a história, a do mundo mas especialmente a galega. Tendemos a tomar elementos gráficos da estética nacional e adaptar e incorporar sutilmente estes nos desenhos. Nom som infrequêntes as inspiraçons e referências medievais, prerromanas ou da época do ressurgimento ou das Irmandades, mesmo quando nom resulta evidente que lá estám — e polo tipo de clientela que temos, com frequência aceitam bem essas achegas. Poder integrar a tipografia sueva de Sam Pedro de Rochas no desenho da Adega do Veleiro, por exemplo, foi um privilégio.

Outra fonte de inspiraçom é o nosso substrato fantástico e de ciência ficçom: temos na cabeça os tropos desse mundo, e temos utilizado nos nossos desenhos «sabores» reminiscentes da épica fantástica ao cyberpunk.

Qual é o trabalho polo que sentides mais orgulho?

(Risos) Isso é como perguntar a qual das tuas crianças queres mais! Nom podemos escolher um sem lhe fazer um feio ao resto. Temos e tivemos algum desenho de páginas web que ficou mui bom, mas a natureza efémera delas faz que sejam más mostras, talvez as do Cuarteto Quiroga ou AGEA Editora sejam duas das mais presentáveis na atualidade.

Na produçom e desenho de eventos, preparamos exposiçons de pintura para Porto e Norte e Ayarte Galeria que ficaram muito bem, e fizemos recentemente a imagem gráfica e o desenho de sinalética e cenografia para o EuroPar 2017 que foi um sucesso.

No campo do desenho de imagem é mui difícil escolher. O cabeçalho do Sermos Galiza, com o seu icônico «M», pode ser um dos nossos projetos melhor conhecidos, estamos agora mesmo a acabar a actualizaçom do seu manual de imagem. Também ter a oportunidade de atualizar a imagem gráfica da AGAL, que é uma instituiçom no país, foi um privilégio. Como foi igualmente criar o logótipo da sua irmã a AEG (outra inspiraçom sueva, por certo).

Levamos já um par de anos a desenhar a estética e os cartazes d’As Nosas Músicas, de Couso, com resultados muito satisfatórios. E no mundo da música temos criado também várias capas de discos, a ultima, junto com a estética da sua nova gira, para o grupo Raiba. Também em cartelaria fizemos para o Concelho de Compostela o desenho da campanha do Dia Mundial da Luta contra a SIDA o ano passado, em colaboraçom com Alberte Peiteável, que teve mui boa acolhida.

O Museu do Pobo Galego é um cliente recorrente e os desenhos que lhes fazemos som, em geral, muito motivantes por quanto empatam com o patrimônio imaterial do nosso pais. O ultimo trabalho que fizemos para eles foi o desenho de marca da Mostra Internacional de Cinema Etnográfico, onde tomamos inspiraçom nas letras desenhadas por Dores Dias Valinho, uma das mulheres referentes na história estética da Galiza.

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Paredes amarelas, isso inspira?

Pois… inspirar, inspira. Que a inspiraçom seja a adequada, isso já é mais uma questom de cada quem 🙂

Obrigadas por estar connosco todo este tempo!

Obrigadas nós por contares con Sacauntos 😉 !

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Versión en castellano

Sacauntos, más allá de una cooperativa gráfica

Sacauntos va más allá de una cooperativa gráfica al uso. Además de diseño gráfico e impresión, colaboran con colectivos y asociaciones que inician sus proyectos culturales en la zona. Quisimos adentrarnos en su quehacer diario y hablamos de diseño, de sus proyectos, de decoración e incluso de cerditos 🙂

Un cerdito como imagen, ¿cómo se os ha ocurrido?

Al principio, cuando se nos ocurrió el sonoro nombre de «Sacauntos», pensamos en el unto por excelencia: el cerdo, que además es uno de los animales más singulares de la cultura gallega. Después vinieron unas cañas por el barrio de Vista Alegre y la ocurrencia de hacer una parodia del logo de Apple, con esa mordedura en la cabeza del cerdo.

Supongo que lo que consciente o inconscientemente quisimos transmitir al referirnos a la cultura popular y parodiando a la empresa «cool» por excelencia es que somos una empresa de servicios editoriales, impresión y diseño, si, pero no intentamos ser gente «moderna» ni seguir modas. Queremos hacer buenos diseños, con sustancia y calidad, y traducir autores clásicos de la fantasía al gallego, pero al mismo tiempo estar cerca de nuestros orígenes y de la gente de la calle, de las empresas que tejen la economía real y de los proyectos que realmente trabajan para cambiar la realidad.

¿Quién está detrás de Sacauntos?

A día de hoy, un equipo de 10 personas multidisciplinares que se fueron acercando a nuestro proyecto cooperativo desde 2008. Tenemos gente que vino del mundo de la filología, de la informática, del diseño gráfico, de la impresión, del periodismo, de la ciencia aplicada… Cada uno fue aportando sus conocimientos, energías e intereses particulares para conformar lo que ahora mismo somos: un proyecto muy complejo con diversos frentes abiertos y otros muchos por abrir en el futuro.

Nos llama la atención vuestra vocación social. Seguro que habéis visto nacer unos cuantos proyectos

Sí, hemos visto unos cuantos. Alguno hasta lo parimos nosotros, y esperamos ver nacer muchos más, el país los necesita.

Muchos de nosotros venimos de movimientos sociales, del asociacionismo cultural, político o sindical. En la medida de lo posible, intentamos ayudar a crear tejido, ya que es la base de crear país. Si con esto nos podemos ganar la vida y a la vez conseguimos ayudar a arrancar proyectos interesantes para Galicia, significa que estamos haciendo un trabajo pleno en todos los sentidos.

Por eso hacemos descuentos a los movimientos sociales y patrocinamos deportes como el Fútbol Gaélico o el Juego de Palo. Pero no solo eso, muchas veces la mejor forma de ayudar a proyectos establecidos o acabados de nacer es con asesoramiento: acerca de que decisiones de diseño o de impresión pueden tomar que ayuden a que sus materiales sean más efectivos o menos costosos. Eso no se ve en la factura, pero ese «know-how» tiene un valor importante que no es fácil de adquirir si no tienes profesionales amigos que lo quieran aportar.

Vais más allá de una cooperativa gráfica. ¿Qué nos podemos encontrar en Sacauntos?

Sacauntos, igual que el pulpo, otro de los animales más singulares de nuestro país, tiene muchos tentáculos. La primera división importante sería el ámbito de la cooperativa gráfica y el de la editora, Urco, que nació ya hace más de 10 años y fue la cuna de la imprenta. Luego, dentro de la cooperativa gráfica, tenemos que diferenciar el departamento de impresión, que aunque sea más conocido por hacer libros para el sector editorial tiene capacidad para imprimir toda clase de productos gráficos, y el de diseño, dedicado a la creación web, a la imagen corporativa y a toda clase de trabajos relacionados con la creatividad.

Porque tenemos una parte editorial potente mucha gente nos asocia solamente con la producción de libros, pero lo cierto es que podemos hacer de todo: impresión en lonas, telas, maderas o cartones, textil, cartelería o papelerías corporativas… Ya organizamos eventos con música en directo y catering, por ejemplo.

Y al contrario, mucha gente que nos vincula al mundo de la edición no repara en que también tenemos una plantilla de profesionales que se dedican a los servicios editoriales: traducción, corrección, edición… Todos esos servicios se los podemos ofrecer a quien los necesita, más allá de la estricta impresión o diseño de libro. Muchas pequeñas editoras y particulares que buscan auto-editar sus obras recurren a nosotros para eso.

Tocará hablar de diseño, ¿no? Contadnos, ¿cómo llenáis esa pantalla en blanco?

En parte a base de cafeína pero, fundamentalmente, con chocolate. Tenemos un servicio de suministro diario de chucherías y eso mantiene estable el nivel de azúcar en sangre del equipo de diseño. La creatividad es un producto colateral de esa adición jaja.

Concretizando más, dependiendo del proyecto, para el diseño de imágenes corporativas e isologotipos aplicamos una estrategia combinada de estudios de mercado y lluvias de ideas. En el caso del diseño editorial muchas veces hay condicionantes materiales o de diseño anteriores, pero cuando partimos de cero siempre procuramos crear diseños respetuosos con la tradición tipográfica que al mismo tiempo incorporen elementos innovadores y racionalistas. Los carteles, las portadas de libros y otros proyectos que dependan más de aspectos ilustrativos son en los que tenemos más margen para la creatividad, y eso puede suponer tanto un desafío como una oportunidad, ya que a veces conseguimos poner en práctica ideas que tenemos entre ceja y ceja y que estaban esperando por el proyecto adecuado.

Una inspiración recurrente para nuestros diseños es la historia, especialmente la gallega. Tendemos a tomar elementos gráficos de la estética nacional y adaptar e incorporar sutilmente este elemento en nuestros diseños. También tomamos referencias medievales, prerromanas o de la época del resurgimiento de las Irmandades y por el tipo de clientela que tenemos, con frecuencia aceptan muy bien estas aportaciones. Poder integrar la tipografía sueva de San Pedro de Rochas en el diseño de la Adega do Veleiro, por ejemplo, fue un privilegio.

Otra fuente de inspiración es la ciencia ficción: tenemos utilizado en nuestros diseños los «sabores» de la épica fantástica hasta el cyberpunk.

Tenéis cientos de trabajos hechos, pero ¿cuál es del que sentís más orgullo?

(Risas) Eso es como preguntar a cual de tus hijos quieres más. No podemos escoger uno sin hacerle un feo al otro. Tenemos y tuvimos algún diseño de páginas web que quedó muy bien, pero la naturaleza efímera de ellas hace que sean las de Cuarteto Quiroga o AGEA Editora dos de las más presentables en la actualidad.

En la producción y diseño de eventos, preparamos exposiciones de pintura para Porto e Norte y Ayarte Galería que quedaron muy bien, e hicimos recientemente la imagen gráfica y el diseño de los indicadores y escenografía para el EuroPar 2017 que fue un éxito.

En el campo del diseño de imagen es muy difícil escoger. La cabecera de Sermos Galiza, con su icónica «M», puede ser uno de nuestros proyectos mejor conocidos y ahora estamos acabando de actualizar su manual de imagen. También actualizamos la imagen gráfica de la AGAL, lo que fue un privilegio. Como fue igualmente crear el logotipo de su hermana, la AEG (otra inspiración sueva, por cierto).

Llevamos ya un par de años diseñando la estética y los carteles de As Nosas Músicas, de Couso, con resultados muy buenos. Y en el mundo de la música hemos hecho varias carátulas de discos, la ultima, junto con la estética de su nueva gira, para el grupo Raiba. También en cartelería hicimos para el Concello de Compostela el diseño de la campaña del Día Mundial de la Lucha contra el SIDA el año pasado, en colaboración con Alberte Peiteável, que tuvo muy buena acogida.

El Museo do Pobo Galego es un cliente recurrente y los diseños que les hacemos son muy motivadores, ya que ensalzan el patrimonio inmaterial de nuestro país. El último trabajo que les hicimos fue el diseño de marca de la Mostra Internacional de Cinema Etnográfico, donde tomamos inspiración en las letras diseñadas por Dores Dias Valinho, una de las mujeres referentes en la historia estética de Galicia.

Paredes amarillas, ¿eso inspira?

Pues… inspirar, inspira. Que la inspiración sea la adecuada, eso ya es más una cuestión de cada uno 🙂

¡Gracias por estar con nosotros todo este tiempo!

Gracias a vosotros por contar con Sacauntos 😉 !

PorLucía González

Súmate a la LibreCon, ¡aquí ya lo hemos hecho!

Tienes una versión en gallego al final de este post.

¡Ya no queda nada para la LibreCon! Este jueves y viernes nos encontraremos en la Cidade da Cultura centenares de profesionales y empresas que trabajamos en el sector de las tecnologías libres.

Te animamos a que asistas, ¡que la entrada es gratuita! Segurísimo que de la LibreCon saldrás con muchas ideas en campos como el cloud computing, análisis de Big Data o en el Internet de las Cosas (IoT).

Industria 4.0 y Sector Primario

Te esperan dos jornadas bien completas en los que se tratará el uso del software libre en la Industria 4.0 y en el Sector Primario. Por ejemplo, la mesa redonda “¿Qué hace una mujer como tú en un evento como este?”, o las ponencias “No tires tus datos. Con software libre ahorras costes y eres más competitivo”; “Se acerca 1984. La privacidad como modelo de negocio” o “¡Oigan, ayúdenme! Consejos para vertebrar una Comunidad de Software Libre global”. Consulta el programa completo aquí.

Nos encanta patrocinar iniciativas como esta. ¡Nos vemos allí! 🙂

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Versión en gallego

Súmate á LibreCon, aquí xa o fixemos!

Xa non queda nada para a LibreCon! Este xoves e venres encontrarémonos na Cidade da Cultura centos de profesionais e empresas que traballamos no sector das tecnoloxías libres.

Animámoste a que asistas, que a entrada é de balde! Seguro que da LibreCon sairás cun monte de ideas en campos como o cloud computing, análise de Big Data ou na Internet das Cousas (IoT).

Industria 4.0 e Sector Primario

Espéranche dúas xornadas ben completas nas que se tratará o uso do software libre na Industria 4.0 e no Sector Primario. Por exemplo, a mesa redonda “¿Qué hace una mujer como tú en un evento como este?”, ou as palestras “No tires tus datos. Con software libre ahorras costes y eres más competitivo”; “Se acerca 1984. La privacidad como modelo de negocio” ou “¡Oigan, ayúdenme! Consejos para vertebrar una Comunidad de Software Libre global”. Consulta o programa completo aquí.

Encántanos patrocinar iniciativas como esta. Vémonos alí! 🙂

PorLucía González

Apréndete estos atajos, ¡a tope de productividad!

Eso de que todos los caminos llevan a Roma puede ser cierto, pero no es lo mismo llegar en 1 hora que en 5 😉 Exageraciones a parte, haz tu chuleta de estos comandos y optimiza el tiempo que pasas delante de tu ordenador. ¡Arrancamos!

En tu navegador

Ya no hay necesidad de estar toqueteando el ratón para abrir pestañas y ventanas en el navegador.

  • Ctrl + Mayús + N: Abrir en incógnito una ventana nueva en Chrome. En Mac es ⌘ + Mayús + N.
  • Ctrl + Mayús + W: Cerrar todas las pestañas y el navegador Chrome.
  • Ctrl + Mayús + Q o Alt + F4: Salir de Chrome. En Mac es ⌘ + Q.
  • Ctrl + N: Abrir una nueva ventana. En Mac es ⌘ + N.
  • Ctrl + T: Abrir una pestaña nueva e ir a ella. En Mac es ⌘ + T.

En tu barra de direcciones

Inserta automáticamente el www y tu dominio o introduce un término de búsqueda.

  • Alt + Intro: Añadir www. y .com al principio y final de la palabra introducida y abrir en una pestaña nueva. En Mac es Control + Mayús + Intro.
  • Ctrl + Intro: Añadir www. y .com al principio y final de la palabra introducida.
  • Ctrl + L, Alt + D o F6: Ir a la barra de direcciones. En Mac es ⌘ + L.
  • Ctrl + K o Ctrl + E: Introducir desde cualquier parte de la página un término de búsqueda.
  • Ctrl + Flecha Der o Izq: Avanzar a la palabra siguiente o anterior de la URL. En Mac es Mayús + Opción + Flecha Der o Izq.

Para tu web

Guarda tu página o detén su carga con estos comandos.

  • Alt + Inicio: Abrir página de inicio en pestaña actual. En Mac es ⌘ + Mayús + H.
  • Ctrl + O: Abrir archivo. En Mac es ⌘ + O.
  • Ctrl + D: Guardar en marcadores En Mac es ⌘ + D.
  • Ctrl + Scroll: Ampliar o reducir el zoom.
  • Esc: Detener carga de la página.
  • Inicio, Fin: Ir al principio o al final de la página

¿Conocías todos estos atajos? ¿Echas alguno en falta? Venga, compártelos en este post 🙂

PorLucía González

En octubre, ¡dominio al carro!

Estamos que lo rompemos. Estrenamos nuevo webmail y además… te hacemos precio en dominios, hostings, VPS y Dedicados.

Los mejores precios en dominios

¿Tienes un negocio de reparaciones?, ¿Lo tuyo es el desarrollo web? Registra .REPAIR o .SOLUTIONS  al mejor precio.

Da de alta un .ORG, .COMPANY, .DIGITAL o .EMAIL, ¡que también tienen descuento!

En hosting

Con tu hosting por un año, te regalamos un dominio gratis o trasladamos gratis el que ya tienes, ¡lo que prefieras!

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Y no menos importante…

Para nuevas altas en VPS  y Dedicados, te descontamos un 25% en licencias ilimitadas y otro 25% en Backup Administrado.

¡A llenar ese carro! 😉

PorLucía González

6 buenas razones para hacerte Reseller

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Tu negocio solo es tuyo, por lo que te facilitamos las herramientas para que trabajes en un entorno 100% customizable, desde solo incluir tu logotipo, url, modificar completamente el look-and-feel o programar completamente tus propios paneles. Escoge tu idioma, hablamos en español, gallego, catalán, euskera, portugués e inglés 😛

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Asigna cada servicio que has contratado a quien te lo ha solicitado. En la parte superior, tienes un buscador de tus clientes, en la inferior, la de los últimos productos que has contratado: solo tienes que seleccionar cliente y el producto que le corresponde.

Diseña tu propio hosting

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Preocúpate solo de la dimensión comercial de tu proyecto. Nuestro equipo siempre te echará un cable en la administración de tus servicios sin ningún coste adicional, las 24 horas, los 365 días de la semana.

PorLucía González

Busca y encuentra en Peoople

Peoople es una plataforma web de recomendaciones de confianza creada por David Pena y Gon Recio hace tres años. ¿Que no sabes donde comer o qué peli ver? Peoople va al rescate 😉

Peoople es una auténtica enciclopedia del ocio, ¡qué gran idea!

¡Sí, muchas gracias! Nos gusta cuando contamos la idea de Peoople y sucede que mucha gente nos dice “¡cómo mola, siempre pensé que sería guay que existiese algo así!”. Bueno, pues nos pusimos pesados, lo lanzamos y ya llevamos tres años dale que te pego.

Los inicios a menudo son difíciles. Y el vuestro, ¿cómo fue? ¿Alguna anécdota que contar?

Hace mogollón de años, yo tenía una Palm, una de aquellas antiguas agendas electrónicas, y en ella guardaba todas las cosas buenas que me iba encontrando: un restaurante flipante que acababa de descubrir, el pintor que me había pintado la casa por tres duros, un vino increíble… “¡A la Palm!” se convirtió entre mi grupo de amigos en la señal de que nos habíamos encontrado algo bueno y que había que conservar.

Aquella lista de lo superbueno fue creciendo y mis amigos me preguntaban todo el rato: “Hey! ¿Tienes algún japo bueno por tal zona en tu Palm?”. Así que empecé a pensar en lo útil que sería que todos tuviésemos nuestra propia agenda de recomendaciones y pudiésemos compartirla con los demás.

Contadnos cómo funciona Peoople.

Bueno, es muy sencillo: de entrada Peoople te propone que formes tu círculo de confianza con aquellos a quienes conoces y así, cuando necesites cualquier cosa, puedas lanzar una búsqueda y obtener resultados aportados por esos amigos tuyos, influencers, etc. que tú has elegido.

¿Qué logramos con esto? Pues sobre todo que tengas una alternativa útil, usable, chula y móvil a fiarte de Google o de recomendaciones anónimas cuando necesitas algo, que hasta hace poco era lo único que había.

Buscar música, series o restaurantes es lo típico, ¿no?, pero, ¿qué es lo más raro que se puede recomendar?

Pues hemos recibido recomendaciones de productos un poco raros, por ejemplo: un objeto para deshuesar cerezas con forma de ovni, la antología de discos de Rocío Jurado, una marca que vende agua de color negro, pines con la cara de Kim Kardashian, un disfraz de hombre-tostada, una marca de muñecas hinchables… 😉

¿Es fácil convertirse en gurú de Peoople?

¡Claro! Es como en la vida real: lo único que tienes que necesitas es hacer buenas recomendaciones y entonces tus amigos y el resto de usuario te lo celebrarán dándote las “gracias” y guardando tus recomendaciones para sus propios Pockets… Nosotros nos daremos cuenta enseguida de ello y te empezaremos a tratar como un influencer, con el montonazo de ventajas que ello implica.

Peoople es un punto de unión entre negocios y clientes. ¿Qué información puede extraer una empresa de vuestra app?

De entrada, Peoople es un generador de hyper-qualified leads: es decir, todo lo que un usuario encuentra a través de Peoople, lo puede adquirir desde la propia app, lo que, como profesional, te abre una nueva fuente de adquisición de clientes completamente fiable, medible y accionable desde tu propia base de clientes.

Además Peoople genera una información extremadamente valiosa porque permitimos trazar los caminos en que se ha basado el boca-a-boca de toda la vida. Si tu producto o tu tienda o tu servicio está en Peoople y se propaga la noticia de lo bueno que eres, puedes saber perfectamente a través de quien ha sucedido eso y, desde ahí, actuar en consecuencia. Por ejemplo, te puedes dirigir a los integrantes de esa cadena para informarles de novedades o puedes buscar perfiles similares a los que hacer llegar la noticia de que existes.

Habéis dado el salto a las Américas, ¿cuáles son vuestros siguientes pasos?

Acabamos de cerrar un acuerdo con un grupo media muy importante en Latam para expandir la app por toda esta área del mundo. Aquí Peoople es muy potente para encontrar lo que buscas –un restaurante, un libro, un taller- pero en Latam aporta un componente extra de seguridad, especialmente cuando se trata de encontrar profesionales –un pintor, un fontanero- y no quieres sorpresas.

Lo de compensar las sugerencias con un helado fresquito nos encanta 😀

¡Guay! Pronto activaremos un nuevo módulo de desarrollo que incorpora un montón de propuestas de Gamificación superdivertidas. Habrá un montón de sorpresas y ventajas para los usuarios más believers y un helado será casi lo más tranqui a lo que podrán aspirar los que arranquen.

Sois expertos en recomendar. Venga, ¿qué diríais de dinahosting?

Dinahosting es nuestro socio y amigo desde nuestros inicios hace ya 3 años y con ello, ya decimos mucho de lo contentos y satisfechos que estamos con vuestro servicio. Es, por supuesto, una de nuestras más valiosas recomendaciones y no dejamos de decirlo en la pequeña pero activa comunidad de Startups a la que pertenecemos. Tiene sencillamente uno de los mejores servicios de atención al cliente que existe en cualquiera de los proveedores de tecnología con que trabajamos y eso pesa mogollón! In Dinahosting we trust!

PorLucía González

¡Que no te vendan gato por liebre! Reconoce el phishing

Estás navegando por Internet y de repente una ventana emergente te informa de que tu ordenador o tu web tiene un virus. Te piden el nombre y la contraseña de tu cuenta. ¡Alerta!, probablemente estés siendo víctima de una estafa.

Protege la ID de tu Panel de Control

Nunca compartas tu ID con remitentes de dudosa confianza y utiliza la verificación en dos pasos para mantenerla a buen recaudo. Si crees que tu ID puede estar comprometida, contacta de inmediato con tu proveedor de servicios para cambiarla.

Que no te hagan un hijacking

Con hijacking nos referimos al proceso que define el robo de un dominio. Cuando registras un dominio, los datos de registro pasan a formar parte de una base de datos pública llamada Whois, por normativa de la ICANN. En ella se almacena información relativa a la extensión: quién es su titular, la fecha de registro y caducidad del dominio, los servidores de DNS asociados, etc. Toda comunicación que recibas sobre los dominios que tengas registrados con nosotros vendrá de nuestra parte así que no confíes en comunicados emitidos por terceros. Aún así, para evitar que los hackers accedan a tus datos, usa nuestra herramienta de protección de Whois y dale más seguridad a tu cuenta. Tienes un año gratis por cada dominio que traslades 🙂

Ojo con las alertas emergentes

Si tu web tiene algún problema, te enviaremos un correo electrónico y te llamaremos de inmediato. ¡No nos van las ventanas emergentes! Un proveedor serio nunca usaría este tipo de comunicación que ofrece pocas garantías al destinatario.

Llamadas fraudulentas

Antes de dar información privada, comprueba la veracidad del número de teléfono desde donde te están llamando y verifica también la identidad de quien te contacta. ¡Haz mil y una preguntas! Si el remitente es de confianza siempre se identificará previamente y no tendrá problema en responderte a todo.

Revisa tus correos

A veces puedes recibir correos de remitentes seguros a los que les han suplantado la identidad. Te dejamos algunas pistas que podrán ayudarte a identificarlos:

  • La redacción del mensaje poco o nada se parece a las que te suele enviar ese remitente.
  • El correo electrónico y/o teléfono no coincide con los datos reales de la empresa.
  • El contenido del correo solicita información sensible, como el número de tu tarjeta de crédito o la contraseña de tu cuenta.
  • El saludo del mensaje es genérico, como “Estimado cliente”. Ten en cuenta que las empresas serias siempre te llaman por tu nombre.

Si te está ocurriendo simplemente activa DKIM y SPF desde el Panel de Control de tu servicio de correo y asunto solucionado. Si quieres más información sobre esto, llámanos y te explicamos en detalle cómo funcionan 😉

PorLucía González

Matricúlate en dinahosting y llévate un hosting gratis

Septiembre ya está aquí y ya sabes lo que toca: ¡vuelta al cole!

¡Empieza el curso con ventaja!

Con cada dominio que traslades, además de llevarte tres meses de hosting gratis gana uno de los 25 hostings por un año que sorteamos. Lo que puedas hacer hoy no lo dejes para mañana, que la promo solo dura este mes 😉
El 2 de octubre haremos el sorteo. Puedes consultar las condiciones legales aquí.

Y toma nota…

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No le des más vueltas, que migramos tu web gratis. Ser de dinahosting es muy fácil 🙂

PorLucía González

Gástate bien poco en estos dominios curiosos

Si te preguntamos por dominios seguro que los primeros que te vienen a la cabeza son el .ES, .COM, .EU, .CAT o .GAL. Y es normal, son los más conocidos y usados. Pero oye, que para que te recuerden hay que salirse de lo establecido, y en dinahosting tenemos estos y muchos más en promo. Solo hasta el 31 de agosto 😉

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PorLucía González

Zona Negativa, el refugio del cómic

Zona Negativa es un weblog de opinión y actualidad sobre el mundo del cómic y sus confluencias con otros géneros, como el cine o la literatura. Han cumplido ya la mayoría de edad, pero prometen seguir dando que hablar…

Un blog dedicado en exclusiva al mundo del cómic. Seguro que sois más de novelas románticas 😛

Jajaja lo cierto es que al igual que pasa con otros medios como la literatura o el cine, el cómic abarca todo tipo de géneros y existe un tipo de cómic para cada lector y cada momento, no es mi intención hacer proselitismo pero se pueden encontrar obras que deberían ser de obligada lectura en escuelas e institutos como se hace con otros grandes clásicos de la literatura. Historias como Maus, relato en primera persona de un judío en pleno holocausto; Los surcos del azar, sobre La Nueva, una división del ejército republicano en Francia durante la Segunda Guerra Mundial; Persépolis, la historia de la niñez de su protagonista en Teherán durante la revolución islámica. Y como estos miles de ejemplos, relatos capaces de conmover al más frío de los lectores como Lydie o La Casa, o grandes aventuras de superación como pueden ser Batman Año uno o Spiderman: La última cacería de Kraven.

En el fondo, y hablo por todos mis compañeros somos devoradores de historias, da igual el formato, género o incluso medio, quizás por eso poco a poco nuestra web se ha ido abriendo a otras representaciones del arte como son el cine, los videojuegos o la literatura.

¿Cómo nació Zona Negativa? Fijo que tenéis alguna anécdota graciosa que contar…

Para responder a esa pregunta nos tenemos que remontar a 1999, una época en la que Internet comenzaba a ser un bien de consumo de algunos hogares, especialmente aquellos en los que había algún miembro de la familia un tanto geek. Los más afortunados teníamos un módem a 56kbps que cuando querías navegar dejabas sin línea de teléfono en casa, a los que se quejan de Internet lento hoy en casa los pondría yo en un Delorian y los enviaría a aquella época a intentar navegar a ver qué les parece el cambio.

Por aquella época comenzaba a estudiar Ingeniería Informática en la Universidad y se juntaron mi afición por los cómics y las ganas que tenía de hacer algo tipo ‘fanzine’, pero siempre he sido bastante torpe con las manualidades, así que vi el cielo abierto con Internet y se me ocurrió la idea de montar un ‘fanzine virtual’ donde poder hablar de cómics. Al principio era yo solo, escribía, maquetaba los textos… tiraba de frontpage o de Dreamweaver y claro está todo muy autodidacta y aprendiendo sobre la marcha.

A la vez, comenzaba a bucear por foros y chats donde iba conociendo a más gente que también le gustaban los cómics, gente de toda España con la que poder hablar de la que estaban liando Kevin Smith y Joe Quesada en Daredevil o preguntar sobre esa serie que no me atrevía a comprar. Sería en esos canales donde conocí a los primeros colaboradores de la web que se sumaron al proyecto para participar aportando sus textos.

Gestionar un espacio abierto con tantos colaboradores no debe ser nada fácil, ¡eh!

La verdad es que es todo lo contrario, es facilísimo, pero por cómo estamos organizados, tenemos un responsable por área que es quien coordina al grupo, cada redactor es libre de aportar ideas pero siempre hay un responsable que se encarga de la organización. Tenemos horarios fijos para las secciones y luego tenemos huecos libres para esas noticias que no pueden esperar y tienen que ver pronto la luz. Por encima de todos ellos yo me encargo de supervisar que la maquinaria funcione, que haya el mínimo de parones posibles, que todos cubran el trabajo que tienen marcado y detectar posibles puntos de mejora o estar atento ante posibles bajas y por tanto activar la búsqueda de nuevos redactores.

Por suerte, tengo un equipo muy trabajador y me lo ponen francamente fácil, si no no me podría dedicar a lo que realmente me gusta, escribir para hablar de cómics. Mantenemos un contacto diario gracias a herramientas como Whatsapp o nuestra lista de correo interna donde no solo hablamos de cosas de Zona Negativa (ZN), sino por ejemplo de la última película o obra que hemos leído, o de temas más personales como puede ser la muerte de un ser querido o motivos de mayor alegría el nacimiento de un nuevo peque. Esa es la grandeza de nuestra web, lo que no se intuye que es ese vínculo que se ha creado entre los redactores y que es lo que realmente me hace más feliz, ver que gracias a ZN se han forjado esos lazos de amistad.

Decís en vuestra web que Zona Negativa está orientada “al mainstream americano”. Explicadnos un poco más…

Originalmente ZN nació como una web de información de cómic americano, básicamente porque era el tipo de obra que yo leía, pero lo cierto es que a medidas que fuimos incorporando redactores ampliamos también nuestra orientación, aunque el cómic americano – o mainstream americano – sigue siendo nuestro pilar, aunque hemos potenciado nuestra sección de manga, cómic europeo y cine. Eso sí, tenemos muy claro el tipo de obra a tratar por lo que os decía antes, no perder de vista los gustos de nuestros lectores. Quizás me equivoque pero si son aficionados de cómic a la hora de hablar de un libro es más fácil que captemos su atención con una obra de ciencia ficción que no el último de E.L James, no se si me explico 🙂

La prioridad de Zona Negativa es generar material propio. ¿Es difícil estar en constante creación?

Ese ha sido siempre nuestro sello de identidad, creo firmemente en ello, pero por dos motivos: en primer lugar, si te dedicas solo a traducir lo que se dice en las webs americanas, ¿cuál es tu valor añadido aparte de ejercer de traductor?  Y segundo, ¿qué satisfacción puede encontrar un redactor simplemente haciendo de traductor? Con esto en mente, y teniendo en cuenta que hacemos esto por amor al arte siempre digo a los redactores que se diviertan, que sean creativos y eso pasa por crear artículos propios.

Los lectores, cuando llegan a ZN también saben que van a encontrar algo escrito para ellos, no una traslación de un contenido gestado por otros, y los artículos extensos son muy aplaudidos tanto por los lectores como por profesionales como autores o editores. Aun recuerdo por ejemplo la expectación que levantó el artículo que publicamos hace unos años sobre Green Lantern que superaba el centenar de páginas, ¡casi un libro!

Respecto a lo fácil o difícil, yo creo que es más difícil pero a su vez más agradecido. Otros de los sellos de identidad de nuestro proyecto son los artículos colaborativos, tremendamente complejos a la hora de coordinarnos pero muy divertidos, pues supone aunar diferentes voces y opiniones para tratar un tema, o las críticas grupales en las que diferentes redactores dan su opinión sobre una película.

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Manga, videojuegos, cine, televisión… ¿Cuáles son los temas que generan más interés?

Esta pregunta tiene trampa, yo creo que a día de hoy cine, televisión y videojuegos no pueden ser comparables en cuanto a masa de lectores y por tanto, el número de visitas que recibimos proveniente de Google suele ser por regla general más alto en este tipo de contenidos, especialmente en las críticas de películas como puede ser la última de Spiderman o Wonder Woman.

Respecto a nuestras secciones, suele tener muy buena acogida la de Novedades Destacadas, en la que a principio de mes una decena de redactores hablamos de las obras más destacadas que se van a publicar en esos 30 días y que sirven como guía para nuestros lectores. Secciones como Zona Marvel Plus donde se recopilan las noticias americanas suelen generar bastante debate, y claro está, cuando se habla de obras de las vacas sagradas del cómic: Grant Morrison, Frank Miller, Alan Moore… ahí es inevitable que se genere interés y muchos comentarios tratando de posicionarse a favor o en contra de la obra del autor.

Y también están las “historietas desde Latinoamérica”. ¡Qué curioso!

De nuevo obedece a estudiar el comportamiento de nuestros lectores. Un 40% de nuestros lectores provienen de Latinoamérica con lo que es de sentido común dedicar una sección para hablar de cómics autóctonos. Obviamente no es fácil porque es un territorio muy grande el que abarcar pero Mariano, nuestro redactor argentino, es quien se hace cargo y hace un trabajo magnífico.

Y para los que estén pensando en escribir en Zona Negativa, ¿Cuáles son los pasos a seguir?

A día de hoy somos una treintena de redactores distribuidos en diferentes áreas y estamos en constante evolución y buscando puntos de mejora, recientemente hemos incorporado una buena tanda de redactores para potenciar las áreas de manga, cine, cómic europeo y Marvel. Cuando detectamos una necesidad lo primero que hacemos es mirar si entre los comentaristas hay alguien que destaque y que tenga potencial para convertirse en redactor, en ese caso nos ponemos en contacto con él para tantear su disponibilidad y su interés, así como pedirle un texto de prueba.

Si no encontramos a nadie con el perfil que buscamos entonces publicamos un aviso en la web anunciando el tipo de redactor que necesitamos incorporar, somos muy concretos, o al menos lo intentamos para evitar que se se os ofrezca un lector de manga para el área de europeo, por ejemplo. Siempre preguntamos sus gustos para intentar encasillarlo y ver si se ajusta a lo que buscamos, y también intento mantener una conversación con él/ella ya sea vía email o vía hangout para ver cómo es su personalidad. Me he encontrado algún caso de tener ante mí a un candidato con una calidad de redactado espectacular pero que rápidamente he visto que por su carácter le costaría integrarse, y me he decantado por otro redactor de una calidad inferior en lo que se refiere a sus textos pero sabiendo que sería uno más del equipo desde el primer momento.

Además de estas llamadas siempre estamos abiertos a atender posibles candidatos mediante nuestro e-mail de contacto: info@zonanegativa.com. Tengo que reconoceros que algunos de nuestros redactores actuales han llegado mediante este canal sin abrir ese proceso de selección y han resultado ser unos fichajes excelentes.

Venga, una pregunta difícil. Si dinahosting fuese un cómic, ¿cuál sería?

Jajajaja, reconozco que para esta he tenido que pedir ayuda interna, y mi compañero Pedro no ha podido estar más acertado. Dinahosting sería The Flash, pero por varios motivos, en primer lugar porque no existe un servicio mejor y más rápido que vuestros técnicos. También porque gracias a sus conocimientos técnicos y obviamente gracias a vuestros espectaculares servidores tenemos unos tiempos de respuesta difíciles de igualar haciendo que la experiencia de navegación por la web sea magnífica. Sí, definitivamente: Flash, The Fastest web alive.

Desde aquí queremos seguiros el paso muchos años más 🙂

Y nosotros seguir creciendo y ofreciendo contenido de la mano de dinahosting. Llevamos con vosotros desde septiembre de 2011, han sido seis años en los que nos habéis ayudado en todos los problemas que nos hemos encontrado, muchas veces incluso cruzando la línea del proveedor y siendo uno más de nosotros, involucrados en nuestros problemas técnicos, proponiendo soluciones y siempre sin perder la sonrisa. Creedme, tenéis un equipo humano único y en los casi veinte años que llevamos tratando con proveedores de servicios jamás nos habíamos encontrado a ninguna empresa como dinahosting. Por todo ello, nos gustaría daros las gracias por hacer nuestro trabajo con ZN mucho más fácil.