Sacauntos, para além de umha cooperativa gráfica

PorLucía González

Sacauntos, para além de umha cooperativa gráfica

Tienes una versión en castellano al final de este post.

Sacauntos é mais do que umha cooperativa gráfica. Para além de desenho gráfico e impressom, colaboram com coletivos e associações que iniciam os seus projetos culturais na zona. Quisemos mergulhar-nos no seu trabalho e falarmos de desenho, dos seus projetos, de decoraçom e mesmo de porquinhos.

Um porquinho como imagem, qual é a ração?

No começo dos tempos, quando se nos ocorreu o sonoro nome de «Sacauntos», pensamos no fornecedor de unto por excelência: o porco, que ademais é um dos animais mais senlheiros da cultura galega. Depois vinherom umhas canhas polo bairro de Vista Alegre e a ocorrência de fazer umha paródia do logo de Apple, com essa trabada na cacheira…

Suponho que o que consciente ou inconscientemente quissemos transmitir ao nos referir à cultura popular e parodiar à empresa «cool» por excelência é que somos uma empresa de serviços editoriais, impressom e desenho, sim, mas nom procuramos ser gente «moderna» nem seguir modas. Queremos fazer bons desenhos, com substância e qualidade, e traduzir autores clássicos da fantasia ao galego, mas ao tempo estar perto das nossas origens e da gente da rua, das empresas que tecem a economia real e dos projectos que realmente trabalham para mudar a realidade.

Quem é que está por trás de Sacauntos?

A dia de hoje, umha equipa de 10 pessoas multidisciplinares que se forom achegando ao nosso projeto cooperativo desde 2008. Temos gente que veu do mundo da filologia, da informática, do desenho gráfico, da impressom, do jornalismo, da ciência aplicada… Cada quem foi achegando os seus conhecimentos, energias e interesses particulares para conformar o que agora mesmo somos: um projeto muito complexo com diversas frontes abertas e outras muitas por abrir no futuro.

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Dá nas vistas a vossa vocação social. Com certeça vístes nascer um bom feixe de projetos

Vimos. Algum até o parimos nós. E aguardamos ver nascer muitos mais, o pais necessita-os.

Muitos de nós vimos dos movimentos sociais, do associacionismo cultural, político ou sindical. Na medida do possível, tentamos ajudar a criar tecido, já que criar tecido desde a base é criar país. Se com o nosso jeito de nos ganhar a vida conseguimos ajudar a arrincar projetos interessantes para a Galiza, significa que estamos a fazer um trabalho pleno em todos os sentidos.

Por isso fazemos descontos aos movimentos sociais e patrocinamos desportos como o Futebol Gaélico ou o Jogo de Pau. Mas nem só isso, muitas vezes a melhor forma de ajudar a projetos estabelecidos ou nascentes é com assessoramento: acerca de que decissons de desenho ou de impressom podem tomar que ajudem a que os seus materiais sejam mais efetivos, ou menos custosos. Isso nom se vê na fatura, mas esse know-how tem um valor importante que nom é fácil de adquirir se nom tens profissionais amigos que o queiram achegar.

Ides par além de uma cooperativa gráfica. Que podemos encontrar em Sacauntos?

A Sacauntos, igual que o polbo, outro dos animais senlheiros do nosso país, tem muitos tentáculos. A primeira divisom importante seria o âmbito da cooperativa gráfica e o da editora, Urco, que nasceu já há 10 anos e foi o berce da imprenta. Logo, dentro da cooperativa gráfica, temos que diferenciar o departamento de impressom, que ainda que seja mais conhecido por fazer livros para o sector editorial tem capacidade para imprimir toda classe de produtos gráficos, e o de desenho, dedicado à criaçom web, à imagem corporativa e a toda clase de trabalhos relacionados com a criatividade.

Porque temos uma parte editorial potente muita gente associa-nos apenas à produçom de livros, mas o certo é que podemos fazer de todo: impresson em lonas, teias, madeiras ou cartons, têxtil, cartelaria ou papelarias corporativas… Já organizamos eventos com musica ao vivo e cátering, por exemplo.

E por contra, muita da gente que nos vincula ao mundo da ediçom nom repara em que também temos uma plantilha de profissionais de mão que se dedica aos serviços editoriais: traduçom, correçom, ediçom… Todos esses serviços podemos oferecer a quem os necessita, além da estrita impressom ou desenho do livro. Muitas pequenas editoras e particulares que procuram auto-editar as suas obras recorrem a nós para isso.

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E teremos que falar de desenho, não é? Como enchedes esse ecrã em branco?

Em parte a base de cafeína mas, fundamentalmente, chocolate hahaha. Temos um serviço de subministro diário de larpeiradas e isso mantém estável o nível de açúcar em sangue da equipa de desenho. A criatividade é um produto colateral dessa adiçom.

Concretizando mais, depende do projecto. Para o desenho de imagens corporativas e isologótipos aplicamos uma estratégia combinada de estudos de mercado e chuvas de ideias. No caso do desenho editorial muitas vezes há condicionantes materiais ou de desenho anteriores, mas quando partimos de cero sempre procuramos criar desenhos respeitosos com a tradiçom tipográfica que ao tempo incorporem elementos innovadores e racionalistas. Os cartazes, as capas de livros e outros projetos que dependem mais de aspectos ilustrativos som muitas vezes onde temos mais margem para a criatividade, e isso pode supor tanto um desafio (o panico do ecrã em branco, mas também porque o resultado é muito menos técnico, mais artistico, se se quer, e, portanto, é muito mais fácil ler mal as preferências da clientela) como uma oportunidade, já que às vezes conseguimos por em prática ideias em que levavamos cismando tempo e que estavam a aguardar polo projeto adequado.

Uma inspiraçom recorrente para os nossos desenhos é a história, a do mundo mas especialmente a galega. Tendemos a tomar elementos gráficos da estética nacional e adaptar e incorporar sutilmente estes nos desenhos. Nom som infrequêntes as inspiraçons e referências medievais, prerromanas ou da época do ressurgimento ou das Irmandades, mesmo quando nom resulta evidente que lá estám — e polo tipo de clientela que temos, com frequência aceitam bem essas achegas. Poder integrar a tipografia sueva de Sam Pedro de Rochas no desenho da Adega do Veleiro, por exemplo, foi um privilégio.

Outra fonte de inspiraçom é o nosso substrato fantástico e de ciência ficçom: temos na cabeça os tropos desse mundo, e temos utilizado nos nossos desenhos «sabores» reminiscentes da épica fantástica ao cyberpunk.

Qual é o trabalho polo que sentides mais orgulho?

(Risos) Isso é como perguntar a qual das tuas crianças queres mais! Nom podemos escolher um sem lhe fazer um feio ao resto. Temos e tivemos algum desenho de páginas web que ficou mui bom, mas a natureza efémera delas faz que sejam más mostras, talvez as do Cuarteto Quiroga ou AGEA Editora sejam duas das mais presentáveis na atualidade.

Na produçom e desenho de eventos, preparamos exposiçons de pintura para Porto e Norte e Ayarte Galeria que ficaram muito bem, e fizemos recentemente a imagem gráfica e o desenho de sinalética e cenografia para o EuroPar 2017 que foi um sucesso.

No campo do desenho de imagem é mui difícil escolher. O cabeçalho do Sermos Galiza, com o seu icônico «M», pode ser um dos nossos projetos melhor conhecidos, estamos agora mesmo a acabar a actualizaçom do seu manual de imagem. Também ter a oportunidade de atualizar a imagem gráfica da AGAL, que é uma instituiçom no país, foi um privilégio. Como foi igualmente criar o logótipo da sua irmã a AEG (outra inspiraçom sueva, por certo).

Levamos já um par de anos a desenhar a estética e os cartazes d’As Nosas Músicas, de Couso, com resultados muito satisfatórios. E no mundo da música temos criado também várias capas de discos, a ultima, junto com a estética da sua nova gira, para o grupo Raiba. Também em cartelaria fizemos para o Concelho de Compostela o desenho da campanha do Dia Mundial da Luta contra a SIDA o ano passado, em colaboraçom com Alberte Peiteável, que teve mui boa acolhida.

O Museu do Pobo Galego é um cliente recorrente e os desenhos que lhes fazemos som, em geral, muito motivantes por quanto empatam com o patrimônio imaterial do nosso pais. O ultimo trabalho que fizemos para eles foi o desenho de marca da Mostra Internacional de Cinema Etnográfico, onde tomamos inspiraçom nas letras desenhadas por Dores Dias Valinho, uma das mulheres referentes na história estética da Galiza.

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Paredes amarelas, isso inspira?

Pois… inspirar, inspira. Que a inspiraçom seja a adequada, isso já é mais uma questom de cada quem 🙂

Obrigadas por estar connosco todo este tempo!

Obrigadas nós por contares con Sacauntos 😉 !

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Versión en castellano

Sacauntos, más allá de una cooperativa gráfica

Sacauntos va más allá de una cooperativa gráfica al uso. Además de diseño gráfico e impresión, colaboran con colectivos y asociaciones que inician sus proyectos culturales en la zona. Quisimos adentrarnos en su quehacer diario y hablamos de diseño, de sus proyectos, de decoración e incluso de cerditos 🙂

Un cerdito como imagen, ¿cómo se os ha ocurrido?

Al principio, cuando se nos ocurrió el sonoro nombre de «Sacauntos», pensamos en el unto por excelencia: el cerdo, que además es uno de los animales más singulares de la cultura gallega. Después vinieron unas cañas por el barrio de Vista Alegre y la ocurrencia de hacer una parodia del logo de Apple, con esa mordedura en la cabeza del cerdo.

Supongo que lo que consciente o inconscientemente quisimos transmitir al referirnos a la cultura popular y parodiando a la empresa «cool» por excelencia es que somos una empresa de servicios editoriales, impresión y diseño, si, pero no intentamos ser gente «moderna» ni seguir modas. Queremos hacer buenos diseños, con sustancia y calidad, y traducir autores clásicos de la fantasía al gallego, pero al mismo tiempo estar cerca de nuestros orígenes y de la gente de la calle, de las empresas que tejen la economía real y de los proyectos que realmente trabajan para cambiar la realidad.

¿Quién está detrás de Sacauntos?

A día de hoy, un equipo de 10 personas multidisciplinares que se fueron acercando a nuestro proyecto cooperativo desde 2008. Tenemos gente que vino del mundo de la filología, de la informática, del diseño gráfico, de la impresión, del periodismo, de la ciencia aplicada… Cada uno fue aportando sus conocimientos, energías e intereses particulares para conformar lo que ahora mismo somos: un proyecto muy complejo con diversos frentes abiertos y otros muchos por abrir en el futuro.

Nos llama la atención vuestra vocación social. Seguro que habéis visto nacer unos cuantos proyectos

Sí, hemos visto unos cuantos. Alguno hasta lo parimos nosotros, y esperamos ver nacer muchos más, el país los necesita.

Muchos de nosotros venimos de movimientos sociales, del asociacionismo cultural, político o sindical. En la medida de lo posible, intentamos ayudar a crear tejido, ya que es la base de crear país. Si con esto nos podemos ganar la vida y a la vez conseguimos ayudar a arrancar proyectos interesantes para Galicia, significa que estamos haciendo un trabajo pleno en todos los sentidos.

Por eso hacemos descuentos a los movimientos sociales y patrocinamos deportes como el Fútbol Gaélico o el Juego de Palo. Pero no solo eso, muchas veces la mejor forma de ayudar a proyectos establecidos o acabados de nacer es con asesoramiento: acerca de que decisiones de diseño o de impresión pueden tomar que ayuden a que sus materiales sean más efectivos o menos costosos. Eso no se ve en la factura, pero ese «know-how» tiene un valor importante que no es fácil de adquirir si no tienes profesionales amigos que lo quieran aportar.

Vais más allá de una cooperativa gráfica. ¿Qué nos podemos encontrar en Sacauntos?

Sacauntos, igual que el pulpo, otro de los animales más singulares de nuestro país, tiene muchos tentáculos. La primera división importante sería el ámbito de la cooperativa gráfica y el de la editora, Urco, que nació ya hace más de 10 años y fue la cuna de la imprenta. Luego, dentro de la cooperativa gráfica, tenemos que diferenciar el departamento de impresión, que aunque sea más conocido por hacer libros para el sector editorial tiene capacidad para imprimir toda clase de productos gráficos, y el de diseño, dedicado a la creación web, a la imagen corporativa y a toda clase de trabajos relacionados con la creatividad.

Porque tenemos una parte editorial potente mucha gente nos asocia solamente con la producción de libros, pero lo cierto es que podemos hacer de todo: impresión en lonas, telas, maderas o cartones, textil, cartelería o papelerías corporativas… Ya organizamos eventos con música en directo y catering, por ejemplo.

Y al contrario, mucha gente que nos vincula al mundo de la edición no repara en que también tenemos una plantilla de profesionales que se dedican a los servicios editoriales: traducción, corrección, edición… Todos esos servicios se los podemos ofrecer a quien los necesita, más allá de la estricta impresión o diseño de libro. Muchas pequeñas editoras y particulares que buscan auto-editar sus obras recurren a nosotros para eso.

Tocará hablar de diseño, ¿no? Contadnos, ¿cómo llenáis esa pantalla en blanco?

En parte a base de cafeína pero, fundamentalmente, con chocolate. Tenemos un servicio de suministro diario de chucherías y eso mantiene estable el nivel de azúcar en sangre del equipo de diseño. La creatividad es un producto colateral de esa adición jaja.

Concretizando más, dependiendo del proyecto, para el diseño de imágenes corporativas e isologotipos aplicamos una estrategia combinada de estudios de mercado y lluvias de ideas. En el caso del diseño editorial muchas veces hay condicionantes materiales o de diseño anteriores, pero cuando partimos de cero siempre procuramos crear diseños respetuosos con la tradición tipográfica que al mismo tiempo incorporen elementos innovadores y racionalistas. Los carteles, las portadas de libros y otros proyectos que dependan más de aspectos ilustrativos son en los que tenemos más margen para la creatividad, y eso puede suponer tanto un desafío como una oportunidad, ya que a veces conseguimos poner en práctica ideas que tenemos entre ceja y ceja y que estaban esperando por el proyecto adecuado.

Una inspiración recurrente para nuestros diseños es la historia, especialmente la gallega. Tendemos a tomar elementos gráficos de la estética nacional y adaptar e incorporar sutilmente este elemento en nuestros diseños. También tomamos referencias medievales, prerromanas o de la época del resurgimiento de las Irmandades y por el tipo de clientela que tenemos, con frecuencia aceptan muy bien estas aportaciones. Poder integrar la tipografía sueva de San Pedro de Rochas en el diseño de la Adega do Veleiro, por ejemplo, fue un privilegio.

Otra fuente de inspiración es la ciencia ficción: tenemos utilizado en nuestros diseños los «sabores» de la épica fantástica hasta el cyberpunk.

Tenéis cientos de trabajos hechos, pero ¿cuál es del que sentís más orgullo?

(Risas) Eso es como preguntar a cual de tus hijos quieres más. No podemos escoger uno sin hacerle un feo al otro. Tenemos y tuvimos algún diseño de páginas web que quedó muy bien, pero la naturaleza efímera de ellas hace que sean las de Cuarteto Quiroga o AGEA Editora dos de las más presentables en la actualidad.

En la producción y diseño de eventos, preparamos exposiciones de pintura para Porto e Norte y Ayarte Galería que quedaron muy bien, e hicimos recientemente la imagen gráfica y el diseño de los indicadores y escenografía para el EuroPar 2017 que fue un éxito.

En el campo del diseño de imagen es muy difícil escoger. La cabecera de Sermos Galiza, con su icónica «M», puede ser uno de nuestros proyectos mejor conocidos y ahora estamos acabando de actualizar su manual de imagen. También actualizamos la imagen gráfica de la AGAL, lo que fue un privilegio. Como fue igualmente crear el logotipo de su hermana, la AEG (otra inspiración sueva, por cierto).

Llevamos ya un par de años diseñando la estética y los carteles de As Nosas Músicas, de Couso, con resultados muy buenos. Y en el mundo de la música hemos hecho varias carátulas de discos, la ultima, junto con la estética de su nueva gira, para el grupo Raiba. También en cartelería hicimos para el Concello de Compostela el diseño de la campaña del Día Mundial de la Lucha contra el SIDA el año pasado, en colaboración con Alberte Peiteável, que tuvo muy buena acogida.

El Museo do Pobo Galego es un cliente recurrente y los diseños que les hacemos son muy motivadores, ya que ensalzan el patrimonio inmaterial de nuestro país. El último trabajo que les hicimos fue el diseño de marca de la Mostra Internacional de Cinema Etnográfico, donde tomamos inspiración en las letras diseñadas por Dores Dias Valinho, una de las mujeres referentes en la historia estética de Galicia.

Paredes amarillas, ¿eso inspira?

Pues… inspirar, inspira. Que la inspiración sea la adecuada, eso ya es más una cuestión de cada uno 🙂

¡Gracias por estar con nosotros todo este tiempo!

Gracias a vosotros por contar con Sacauntos 😉 !

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Lucía González administrator

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